Eu, Leila Bohn, sou mãe, filha, irmã, artista, educadora, curiosa, inquieta, ..., mulher no século XXI. Vivo criando vínculos, porque o contato com diversas pessoas me interessa muito e me ajuda a ser quem sou e me manter em constante transformação. Dedico grande parte do meu tempo, imersa em minhas produções artísticas, como forma de autoconhecimento e expressão. Gosto de pensar no meu trabalho como um processo constante de desconstrução e reconstrução de mim mesma e uma forma de interação com o mundo. Ofereço meu trabalho como uma possiblidade de conversa entre a matéria e o olhar, uma abertura para o despertar de emoções, uma janela para a utopia.
Sou natural de Novo Hamburgo, RS, 1967, e graduei-me em Artes Visuais na Universidade FEEVALE, nessa mesma cidade. Foi ali que iniciei minhas pesquisas e experiências artísticas. Atualmente vivo entre Gramado, RS, São Paulo, SP e Raleigh, Carolina do Norte, EUA, onde integro grupos de estudo. Minhas pesquisas e trabalhos em artes visuais vem ocorrendo em meu próprio ateliê no Brasil e, desde 2025, passei a ter um espaço de atelier também no ARTSPACE NC em Raleigh.
2025
2023
2022
2025
2024
2023
2018
⦁ Salão de Arte de Arceburgo – Instituto Histórico e Cultural – MG 2023 Obra Subjetividade Estrutural -Premiada com Unanimidade pelo Júri com Medalha de Prata
15ª Grande Exposição de Arte Bunkyo – SP, SP - Premiada com Medalha de Prata
⦁ 28º Salão de Artes Plásticas de Mogi Mirim – SP, SP - 3º lugar Arte Contemporânea
Voyage Raleigh Magazine September 9, 2024
https://voyageraleigh.com/interview/life-work-with-leila-bohn-of-north-raleigh
Revista Pra Toda gente 27ª edição julho de 2024 sessão Pra todos os olhares
https://pratodagente.wixsite.com/pratodagente
Jornal Pioneiro – Caxias do Sul RS 9 de outubro de 2025
https://drive.google.com/file/d/1bt90erZhHkSMU-J3QBqiDQPOpNhLEUD1/view?usp=drive_link
Jornal Correio do Povo Porto Alegre sobre a Exposição Poéticas e Processos
Matinal Jornalismo Porto Alegre sobre a exposição Poéticas e Processos
"A exposição de Leila Bohn constitui uma reflexão sobre técnicas, materiais e suportes. Trata-se de um imagético jogo de espelhos que ganha forma pela capacidade de a artista lidar com diversos recursos de modo a instaurar um universo de indagações plásticas que apresentam um pensar sobre a própria arte e o mundo.
O conjunto emite uma mensagem sobre diversas maneiras de tonalidades de cores e transparências instaurarem uma realidade plástica que é paralela ao cotidiano, pela sua sutil jornada criativa e vivencial, e, ao mesmo tempo, transmite como o fazer artístico ganha sentidos quando encontra o observador.
Pesquisas visuais com vários tipos de papéis, por exemplo, traem um incansável processo de construção técnica e estética de visualidades em que o ato de fazer ganha protagonismo. O resultado ecoa nos olhos e nas percepções de quem contempla ativamente o trabalho. Mais do que um ver, existe um sutil jogo de participação plástica.
Isso significa permitir que as obras ressoem internamente de modo que cada uma repercuta por meio de diversas percepções. É assim estabelecida uma conversa que atinge o coletivo. Os trabalhos propiciam a oportunidade de o público encontrar e desenvolver capacidades estéticas, como criador ou observador, que podem reverberar continuamente."
Oscar D'Ambrosio (@oscardambrosioinsta)
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista, crítico de arte e curador.


"A exposição busca problematizar e desordenar fronteiras movediças: a borda é latência (e lactante) ...; a borda dá a ver um elo contíguo ...; a borda conserva uma zona hibrida....; a borda carrega consigo linhas de se precipitam...; a borda instaura uma miríade de miragens...; a borda tem silhuetas cambaleantes ...; a borda serpenteia a si mesma...; a borda tem silhuetas cambaleantes.
Leila Bohn opta por tornar visíveis as contingências e inexatidões, se valendo da anamorfose, um método de deformação de imagens que as deixa enigmáticas e estranhas, muitas vezes fazendo escapar o referente e rompendo com a lógica de identificação. Nos relacionamos com a mancha e o informe, zona de indeterminação que permite infinitas leituras criadoras..
Valendo-se desses elementos, em três núcleos reúnem-se 27 obras entre pinturas, têxteis, objetos, colagem, instalação e monotipias. Eles estão ancorados livremente convidando cada visitante a perfazer seu trajeto da borda pro centro do espaço, cuja coreografia possa se dar em colaboração com o desejo de ir e vir, do avançar e retomar, habitar o indiscernimento do começo ao fim que toda borda guarda. Ela é a própria ambiguidade, rica de sentido, imensa por conter e liberar cosmos."
Anelise Valls
Curadora - IAB RS